Episódio 7: Embaraços públicos? É aqui, por favor.

Anteriormente já tinha explicado e dado alguns exemplos sobre o quão complicada é a minha vida social, muito devido à minha altura. Se ainda não acreditas, recentemente tive a confirmação total que a minha altura, por vezes, pode limitar – e muito! – a minha experiência com o que me rodeia.

Tive uma semana muito agitada. Entre almoços, reencontros, jantares de aniversário e brunches de celebração, a minha semana deu para tudo. Incluindo ver a exposição The Happy Show do Stefan Sagmeister.

A exposição é espantosa, cheia de luz, néon e muitos dados e estudos interessantes cujo tema é a Felicidade e aquilo que, efetivamente, nos faz mais felizes e mensagens cheias de força para nos inspirar em momentos de menor lucidez emocional.

Gosto mesmo quando os artistas pensam nos visitantes e os envolvem nas suas peças e instalações interativas, tal como aconteceu neste #thehappyshow. Logo no início da exposição havia uma bicicleta que, ao pedalar com relativa velocidade e destreza (cumprindo as regras expostas no chão), viria a dar luz e iluminar frases inspiracionais e sarcásticas a apelar ao movimento e lutar contra o aborrecido.

Obviamente, como podem imaginar, foi fogo de vista e não pedalei. Estavam 300 turistas na sala, mais meia dúzia de portugueses (sendo que conhecia metade deles), e não me iria sujeitar a ter de escalar uma bicicleta logicamente desenvolvida para pessoas entre 1,60m e os 2m (Olá, senhor norueguês que não me viu. Estou a falar de si. Não, não deve ser norueguês mas é lá para o norte), com a benesse de já não adorar estes aparelhos pseudo-veículos-a-roçar-exercício-físico e, por isso, optei por só ser a fotógrafa de serviço enquanto os meus amigos se divertiam a dar ao pedal.

Chegou outro momento muito divertido… Não foi divertido para mim!

Uma das partes da exposição implicava colocarmo-nos à frente de uma moldura, sem nada que nos escondesse as feições e sorrir. Fácil, não é? Para além de que o efeito fica maravilhoso.

Vi um desconhecido experimentar, vi os meus amigos a tentarem e conseguirem. Não quis ficar atrás! Dei todas as minhas quinquilharias a uma amiga, no alto do meu 1,47m pus-me de pé em frente à bendita moldura e… sorri. Sorri e aconteceu uma atividade colorida que mal iniciou a primeira letra do lado direito. Ri-me de nervos. Voltei a sorrir e nada! Alguém gritou: “Põe-te em pontas dos pés!”. Lá me pus e… NADA! Nadinha de nada, sorri, gargalhei e a luz não surgiu.

Regressei ao meu lugar vermelha que nem um tomate (obrigada ao escurinho do espaço!) e a rir-me e (des)culpando-me da minha pequenez. Mas depois percebi que não foi só isso! Culpo também o estrangeiro que não saiu detrás de mim. Obrigadinha oh…!

Vá… Reconheço que a culpa não foi só dele. Apenas da pessoa que não faz a mínima ideia do que é ser pequeno e, por isso, me fez passar uma figurinha em pleno MAAT porque a câmara não me detetou, obrigando-me a cingir à pouca altura que tenho e ser publicamente rejeitada da exposição.

Foi divertido.

Até ao próximo episódio (em julho, que nós vamos de férias)!

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Pat, a Fun Sized |  Sofia, a Ilustradora

Publicado por

Patricia Fernandes

Miúda de 25 anos, apaixonada por música e redes sociais - com um affair em jornalismo. Podem encontrar-me, com frequência, em concertos ou num café a falar de música.

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