By: Sofia Viães

Episódio 6: O mundo fit dos Hobbits

Aderi à moda dos ginásios e do estilo de vida mais saudável e fit não só para cumprir uma das ambições para este ano mas, sejamos sinceros, estava mesmo a precisar.

Esta aventura é, acima de tudo, um desafio à minha integridade física porque, nestes últimos tempos, tenho aparecido com mais nódoas negras e mazelas no meu corpo do que um soldado em combate. Já não bastava eu ser pequena e desleixada, agora tenho de fazer exercício sem me magoar. A primeira conclusão que retiro é que isso é impossível.

O meu plano de treino é simples: andar numa passadeira, fazer elíptica e fazer exercícios para ganhar massa muscular e, pelo meio, posso fazer uma ou duas aulas muito específicas; em teoria, isto é simples mas o meu corpo rejeita actividade física de forma intensiva e entra em colapso e, quando isso acontece, surgem as quedas e as dores, muito habituais na minha vida de gente minúscula.

Nas minhas visitas ao ginásio já dei por mim a cair na passadeira, a não conseguir subir para a elíptica e a magoar-me a tentar ajustar os bancos. O meu terror são mesmo as máquinas de musculação, não há volta a dar – aquilo não é para pessoas do tamanho de um snickers bites porque, para além de não chegar com os pés ao chão em nenhuma máquina, perco sempre 5 minutos a ajustá-las: puxar bancos para cima, braços para baixo onde acabo a fazer tudo mal porque eu não chego, não há tamanho suficiente em mim para cumprir os requisitos mínimos.

Uma das poucas aulas que estou autorizada a fazer é RPM. Para os leigos, RPM consiste em praticar exercício físico de forma intensiva e rápida, num período de 30 minutos e em cima de uma bicicleta; tudo muito bonito mas envolve uma pessoa minúscula e uma bicicleta feita para pessoas do tamanho da Torre Eiffel; inevitavelmente, o resultado final é só desastroso, onde acabo por cair da bicicleta da forma mais tonta possível, com os meus pés presos nos pedais e com o meu rabo magoado.

Não fui concebida para fazer exercício e fazê-lo é meio caminho para morrer demasiado cedo – but hey, se me encontrarem pelo ginásio, garanto uma hora e meia de pura diversão e muitas gargalhadas.

Revisão: Mitchel Molinos

Publicado por

Patricia Fernandes

Miúda de 25 anos, apaixonada por música e redes sociais - com um affair em jornalismo. Podem encontrar-me, com frequência, em concertos ou num café a falar de música.

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